22 de janeiro de 2024

Crise no sector automóvel

Sou só eu, ou há cada vez mais carros a vir de fábrica sem piscas a funcionar?


4 de maio de 2018

O dia do trabalhador

Ha algo que desde sempre me apoquenta: Porque eh que no dia do trabalhador nao se trabalha?

O dia do trabalhador devia, como o nome indica, ser a apoteose do ano trabucal de qualquer pessoa dedicada, va la, ao trabalho. Nesse registo, vejamos os restantes feriados nacionais e o que, na minha humilde opiniao, se deveria praticar em cada um:


Sexta-Feira Santa
Desde ja proibia qualquer pessoa de chatear outra durante o decorrer deste dia. Se eh dia santo, nao eh para chatear. Prevaricadores seriam chicoteados nas pontas dos dedos ate aprenderem.

Páscoa ou Domingo da Ressurreição
Todos os mortos se podiam levantar, quanto mais nao fosse para esticar as pernas um bocado.

Dia da Liberdade - 25 de Abril

Todo e qualquer presidiario tinha o dia de folga para se divertirem. Actividades poderiam incluir a corrida da bola com corrente, a pazada nas costas alheias, ou o apanhar do sabonete em fontes publicas.

Corpo de Deus
Seriam automaticamente postadas no instagram de toda a gente fotos desnudas de Deus. Deus Aperceber-se-ia de tal facto e Alteraria todas as fotos para fotos de gatinhos a violar o Donald Trump. O caos na terra reinaria por varios dias.

Dia de Portugal
Proponho que neste dia toda a gente abandone o pais para o mesmo tenha um dia de sossego.

Assunção de Nossa Senhora
O dia em que a nossa senhora deixa de ser uma adolescente e passa a ser uma adulta responsavel, deixando de usar bijuteria da Hello Kitty.

Implantação da República
Este feriado chateia-me. A implantacao (ou estabelecimento) de uma publica pela segunda vez aborrece-me. E nunca consegui perceber o que eh esta publica de que tanto se fala.

Dia de Todos os Santos
Este tambem me da comichao. Eh que deixa de ser especial a partir do momento em que eh um dia de todos. Eh como ganhar o totoloto mas ter de reparti-lo com toda a gente que jogou: nao faz sentido!

Restauração da Independência
Acho que a independencia tambem merece ter acesso ah restauracao. Para tal, proponho que um buffet especial seja criado em honra desta senhora. Tragam cerveja e tremocos.

Dia da Imaculada Conceição
Epa.... eu conheco a Conceicao... e ela de imaculada tem nada.

Heyman

24 de abril de 2018

Património Imaterial

Será que o peido de um grande artista ou outro agente da cultura pode ser considerado património imaterial?

14 de outubro de 2015

NY, Putas, Dealers e a Estátua da Liberdade em Tanga…



Estou fodido!

Uma amiga precisava de uma certa ajuda (angariar uns emails) de modo a conseguir ganhar uma Viagem a Nova Iorque, com a promessa de trazer umas fotos como souvenir para o pessoal.
Quem me conhece sabe que sou amigo do meu amigo e logo comprometi em ajudar, mas perante a umas singelas condições… queria outros recuerdos que não fossem só fotos.
Eis o que humildemente pedi:

  • Um Yellow Cab;
  •   Uma estátua da liberdade em minissaia, ligeiramente levantada de modo a ver-se o fio-dental;
  •   Uma prostituta e um dealer de Queens;
  • 2,75 m de cabo de aço da ponte de Brooklyn;
  • Um chapéu da NYPD com nódoas de donuts e coca-cola;
  • Vapor das ruas de NY;
  • O King Kong!

A resposta foi: “…ai e tal, afinal os Tugas não são elegíveis para isto…” Quer me parecer que há aqui um ligeiro cheiro de má vontade e de desculpa esfarrapada. Será que pedi muito!!??
Isto não é coisa que se faça ao amigo do seu amigo.

hAyMaN


18 de dezembro de 2014

Ele existe, tudo existe!


Hoje acordei com uma sensação de pequenez (não, não é o que pensam, esse acorda para o mundo, enérgico como um sabre de luz!).

Na realidade é consequência de ver muito Discovery Channel.
Nos últimos anos tem-se descoberto inúmeros planetas com potencial para a existência de vida, inclusivamente planetas muito melhor adaptados que a Terra para a proliferação biológica, chamados de Super-Terras e que desafiam todas as pré-concepções dos astrofísicos.

Dizem, que só na nossa galáxia são milhares de planetas com potencial, Super-Terras ou não. Portanto, se existem mais galáxias do que grãos de areia que todas as praias do mundo, estatisticamente, tudo é virtualmente possível!

Pode até haver uma galáxia longínqua, onde neste momento uma força rebelde liderada por gajos que usam sabres de luz (não penianos) e que combatem um Império comandado por um tipo asmático mal-encarado.

Ou existir um sítio onde dragões brancos e com cara de cão voam sem limites… ou até um escuro planeta onde evoluem criaturas vis com duas bocas que babam ácido e que podem provocar uma grave dor de barriga a quem cruzar o seu caminho.

Na realidade tudo o que foi imaginado, mesmo o que ainda não foi, pode existir mesmo… até o Pai Natal!!!!

 

fElIz NaTaL

 

P.S. Tenho de admitir que esta foi a felicitação/mensagem de Natal mais alucinada que já escrevi, modéstia à parte! ;)

27 de novembro de 2014

In Nomeni Stultitia

Enquanto passeava o meu lulu deparei-me com uma carrinha que por ali passava cujo letrame lateral dizia "Gelitalia". Impedido de conter o riso lembrei-me de outros nomes de empresas que no passado me alegraram o dia, como a quase famosa "SadoMacas", empresa de macas do Sado, e a mais desconhecida "Vedamisto", empresa algarvia de - adivinhe-se - vedações e outras coisas que tais.

A linha que separa um bom nome para uma empresa de um que passa ali resvés ao ridículo é fina, meus irmãos:)

Deixo-vos ainda com uma pequena lista de nomes fantásticos de bandas nacionais:
- A Garagem do meu Tio é Verde
- Filarmónica Fraude
- Orgasmo Barbosa & Almeida
- A Máquina do Almoço dá Pancadas

HeyMan

11 de novembro de 2014

Inspiração Divina

Enquanto pesquisava sobre uma palavra da qual já não me lembro mas que - ao que parece - era de uma definição profundíssima, deparei-me com este local das internets que passo a partilhar:

http://todaspalavras.com/starts-with-by-length/re/

Permite listar todas as palavras começadas por qualquer coisa (é só substituir “re” por outra).

Digam lá que o Messias não é um gajo fixe?

HeyMan

DEUS


Deus, entidade omnipresente e fonte de conhecimento.

Deus é comumente aceite como o Criador e cujo conhecimento é infinito, tutela e domina o Homem. É venerado por milhões, que não concebem a vida sem lhe prestar culto ou servi-Lo de alguma forma.

Deus move o mundo e o mundo move Deus… paradoxalmente Deus foi criado pelo Homem e através deste se consubstanciou na fonte que mata a sede da humanidade.

(não, não fui infectado pelo vírus da estupidez…)

Concluo dizendo: A Internet é Deus.

hAYmAn


13 de agosto de 2014

Casa de ferreiro, espeto de pau

Outro dia pus-me1 a pensar sobre o significado desta expressão tão antiga e decidi tentar esmiuçá-la no sentido de tentar "perceber-le-a" melhor. Da forma que vejo, existem algumas hipóteses para o facto do senhor ferreiro possuir um espeto de pau, em oposição a um espeto de ferro:
  1. Falta de tempo. O senhor tem tanto trabalho durante a sua actividade de ferreiro que acaba por não ter tempo para fazer um espeto para sua utilização pessoal. Se este é o caso, acho que a melhor solução é juntar-se a um sindicato de ferreiros, no sentido de diminuir a sua elevadíssima carga de trabalho que não lhe permite a criação de um espetozinho para si e para os seus. Se o senhor ferreiro for entrepreneur pode até criar o seu próprio sindicato. Dessa forma até é capaz de arranjar maneira de se dedicar a esta nova actividade a 100% e não ter de trabalhar no duro o resto dos seus dias. Por outro lado talvez não tenha tempo para fazer espetos de ferro, mas não se pode ter tudo.
  2. Falta de motivação. Depois de um dia inteiro a trabalhar o ferro quem é que quer ver mais ferro à frente? Talvez o problema do senhor seja que ao fim do dia quer é pensar noutras coisas que não ferro e, por isso mesmo, dedica-se à utilização de utensílios em madeira no sentido de se distrair da sua actividade principal. Se calhar este ferreiro devia pensar em fazer outra coisa da vida, digo eu.
  3. Falta de jeito. Vamos supor que este ferreiro em particular não tem jeito para trabalhar o ferro. Todo e qualquer espeto que tenta fabricar lhe sai torto e a mulher não pára de lhe atazanar o juízo. A solução é simples embora bipartida: Matar a mulher e arranjar outro trabalho.
  4. Iluminação pauliteira. Imaginemos que o nosso amigo, num estado de meditação profunda, descobriu que na realidade a madeira produz um espeto mais eficiente que o ferro. O que é que ele vai fazer quanto aos seus clientes? Dizer-lhes a verdade e perder uma batelada de dinheiro? O tipo não é parvo. Vai mas é ficar caladinho e continuar a produzir em ferro que é o que lhe enche os cofres e, em casa, utiliza a ferramenta mais eficiente. Neste caso a solução é um dos clientes descobrir a verdade, arranjar um espeto de pau, e ir a casa dele matar-lhe a mulher, o cão, e empalar o ferreiro numa cruz de madeira... oh wait...
1. [Sou só eu ou isto soa a um gajo cobrir-se de pús?]

24 de janeiro de 2014

Sabedoria D’hora d’almoço. Há bicos e bicos!

Alguém dizia: “…um bico pequeno não é suficiente para um tacho grande.

Que grande verdade esta…

O bico deve ser proporcional ao tamanho do tacho e caso um bico não chegue, deverão usar vários!

hAYmAN

16 de janeiro de 2014

Ai que nojo, ai que nojo… estou a brincar com um cagalhão com olhos… virtual!

Há uns anos, muitos, apareceram no mercado uns pets virtuais para a criançada, e não só, cuidarem, os Tamagotshi. Não havia quase ninguém que não tivesse um porta-chaves desses, que escrupulosamente alimentavam, davam banho e entretinham com pequenos jogos. Apesar de ser ridículo, vá pronto, até tinham uma certa piada e pelo menos tinham a forma de um animal reconhecível, embora ficcionado.

Mais recentemente, com o advento dos smartphones e tablets, surgiram alguns apps que revivem a emoção de ter um Tamagotshi, mas de um modo mais interactivo e “completo”. Não me surpreende a utilização desta tecnologia para a criação destes pets virtuais, até admito que pode ser um passatempo engraçado (Quisto me livre), o que me espanta é a escolha dos bonequinhos! Têm todos um aspecto que não se parece com nada, mas há um em particular que é absolutamente “sinistro”, o Pou, que parece um verdadeiro cagalhão com olhos.

Este simpático cocó para além de ter esta infeliz cor e forma, também produz umas coisas que ainda não sei classificar, se são filhos ou se cagalhotos com olhos (sim, estou informado, para comentar temos de investigar…). Como se não bastasse o imaginário fedorento criado em torno deste pet, esta app é o n.º 1 do top de downloads da Play Store da Google, o que me leva a inquirir acerca da razão deste fenómeno:

Mas porque raio todos querem brincar com um cagalhão vitual!? Será algum guilty pleasure da humanidade?

Não imagino as pessoas a brincar com poias com bolas de ping-pong pintadas a fazer de olhos e a terem prazer nisso, ou será que secretamente teriam…?

hAYmAN

20 de dezembro de 2013

A prova como a humanidade está condenada… acho eu!


Ora, hoje de manhã tornei-me a deparar com uma situação que me deixou outra vez apreensivo, um apanágio lá de casa, no que toca ao destino da humanidade, ou melhor, no que tem a ver com a nossa qualidade como seres humanos.

Enquanto, à pressa, vestia o “Mr. Me” reparei num cenário que se encontrava montado na cómoda do quarto, um bando de Minions a fazer rodinha em torno do Toad (o cogumelo do Super Mário). Eu cá na minha ingenuidade parental achei que estava montado um cenário de festa (não me enganei muito), mas decidi perguntar ao “Mr. Me” o que aquilo representava… a resposta foi… bem, não sei… verão:

Papá, são os Bidjós (é assim que chama aos safados amarelos) a bater palamas (até aqui tudo bem), porque vão comer o cogumelo e vão começar pela cabeça onde tem aquelas bolinhas brancas. Mas não vão comer os olhinhos, ele depois precisa deles para piscar.” (enquanto dizia isto tentava piscar um olho e fazia umas caretas medonhas).

Ai se não fossem as grilhetas da moralidade e da sociedade, onde estaríamos nós???

Pronto, deixo-vos isto para reflectir neste Natal.

Boas Festas e que Quisto vos acompanhe.

hEYmAN

12 de dezembro de 2013

Paradoxo Tecunológico

O post do irmão Bushman fez pensar até que ponto estamos dispostos a deixar a tecnologia entrar (salvo seja) nos nossos hábitos e necessidades diárias.

Contemplemos o artigo Ultimate Solution ComfortSeat® SCS-5000 (note-se o R de marca registada). Esta fantástica inovação supostamente limpa o cagueiro de todo o cagão após o acto. Digo supostamente porque nunca experimentei nem tenho vontade de o fazer. E é precisamente esta a minha questão: Onde é que traçamos a linha na areia? Porque é que um jacto de água é, aparentemente e para alguns, aceitável em termos de toque rectal? Seria também aceitável uma espécie de cotonete gigante que desse umas raspadelas pós-cagada?

Ahhh, como eu anseio pelo futuro...

Nota: Era sarcasmo, hã?

HeyMan

Paradoxo Tecnológico.

Hoje enquanto mata-bichava (tomava o pequeno almoço) e olhava para a minha máquina de lavar roupa ocorreu-me um pensamento que me deixou perplexo…

Há uns tempos atrás a minha máquina de lavar roupa “velha” (só tinha 5 anos) deu o badagaio, sem possibilidade de arranjo e tive de comprar outra!

É impressionante, as máquinas já não duram como duravam as máquinas antigas, que trabalhavam décadas e percorriam gerações e gerações, eram tão boas que em Pompeia ainda encontraram umas máquinas de lavar roupa ainda operacionais e prontas a lavar a qualquer momento.

… Deparei-me com verdadeiro paradoxo tecnológico, esta máquina nova que tenho é um verdadeiro espanto, dá-nos música clássica quando liga, desliga e, sobretudo, quando finaliza uma lavagem; mas o que é verdadeiramente fascinante é que está ligada através de Wi FI, permitindo que se possa fazer tudo na máquina, excepto pôr roupa e detergente lá dentro, e acompanhar todo progresso da lavagem através de um qualquer smartphone!

Porém, e apesar desta tecnologia toda, ela tem um programa de lavagem que se chama “Lavagem à Mão”!! Mas que raio, se temos uma máquina que canta e que só falta ter Facebook, porquê que precisamos de uma máquina que diz que lava à mão? Sairá lá de dentro uma tabuinha canelada e uns bracinhos, à moda do Prof. Pardal, que lavam a roupa à mão?!

Máquinas que lavam roupa à mão ou tanques que lavam roupa à máquina?

Pelo menos as máquinas de lavar roupa que encontraram em Pompeia não avariam!



HeYmAN

3 de dezembro de 2013

Quem dá mais... bufas estupidamente fedorentas?

Boas, caríssimos.

Há uma questão que me apoquenta a alma há já vários anos e pretendo trazê-la a debate perante a nossa vastíssima plateia de leitores (duas ou três pessoas, eventualmente quatro e picos)!

QUEM DÁ AS BUFAS MAIS PESTILINTAS, FEDORENTAS, DE FAZER ARDER OS OLHOS E O NARIZ, OS HOMENS OU AS MULHERES?

Bem Hajam

hEYmAN

25 de setembro de 2013

Pirâmides com aroma a queijo da ilha!


Finalmente Portugal, em particular o arquipélago dos Açores, é o epicentro da arqueologia de capa negra!
 
No arquipélago açoriano tem-se vindo a “descobrir” diversos vestígios que reportam a uma civilização perdida, aborígene, segundo a alguns dos descobridores. Pois, parece que Platão até tinha razão quando referiu a existência de um continente com tecnologia e uma cultura avançada, para lá das Colunas de Hercules (para os menos cultos, o Estreito de Gibraltar) a famosíssima Atlântida… Sim, meus amigos, nós somos descendentes dos grandes atlantes, ela é nossa!!!!
Uma das pirâmides do Pico.
 
Surgiu na imprensa nacional, há umas largas semanas, a notícia de um admirável conjunto de pirâmides escalonadas na Ilha do Pico, com dezenas de metros de altura e largura, que passaram despercebidas durante 500 anos. Agora é encontrada mais uma enorme pirâmide submersa entre a Ilha de S. Miguel e a Terceira, esta tem 60 m de altura e 8000 m2 na base, um verdadeiro colosso que rivaliza com algumas pirâmides do Egipto e do Novo Mundo.

 
Pirâmide submersa dos Açores.
Impõe-se a questão capital: Serão os açores a partir deste momento o novo palco para os filmes sci-fi de Hollywood? Convenhamos, já estamos fartos de Nova Iorque e do Novo México, Rosewell, Area 51… Bahhh, isso é para meninos, não há nada como umas pirâmides com aroma a queijo da ilha!. O que é nacional é bom, até as pirâmides.
 
Eles continuem andar aí… não forem embora, são Tugas.

 
hEYmAN

18 de setembro de 2013

A melhor defesa é um bom ata...cador de aço à volta do pescoço

Surgiu-me aqui uma dúvida: A maior parte das teorias defende qualquer coisa. Será que também existem teorias que atacam?


HeyMan



28 de agosto de 2013

Odorae Sacram (Part II)

É de facto verdade o que referes, porque raio um gajo ri-se quando outro se caga? Esta tua breve análise só prova uma coisa, o peido deve ser uma coisa social, cria boa disposição e eventualmente, à moda do Homem que Mordeu o Cão, deve ser um excelente desbloqueador de conversa.
Imaginem as seguintes situações:
Um casal de desconhecidos vai num elevador para o trabalho, entretanto o gajo larga um jarda sonora e musical. Ela vira-se para ele e diz – Que interessante, parecia mesmo o After Ventus da Enya! Ao que ele responde – Essa é a minha música favorita. E ela – A minha também!
Assim começa um belo e ventoso romance.
Vão dois gajos lado a lado no Andante (o metro do Porto) a caminho de casa, depois de um longo dia de trabalho, e um larga uma bufa pestilenta. O tipo do lado indaga – Francesinha? O que largou a bufa responde – sim. O tipo do lado profere – Gosto de francesinhas. Bamos beber um fino quando sairmos daqui?
Assim se ganha um fim de tarde a beber uns finos.

hEYmAN

27 de agosto de 2013

Odorae Sacram


Após um ensaio sobre formatação social (coisas sérias, claramente fora do âmbito deste blog), decidi que se impunha uma análise profunda a esse acto fantástico que é o de soltar flatulência, mais especificamente o porquê de toda a comédia associada ao acto. É algo em que não consigo meter o dedo[1].

Pensando abstractamente, rirmo-nos de um peido é tão lógico como entrar num café e pedir uma sandes de parafusos:

- "Oh, Carlitos, dá-me lá ai uma sandoca com aqueles de 1.7mm, com duas ou três cavilhas só para dar um gostinho mais picante."

É estúpido e faz pouco sentido.

Mas procuremos um caminho mais científico nesta nossa indagação. Na minha forma de ver existem três componentes básicas de qualquer peido: Intensidade sonora, odor, e ambiente envolvente. O cheiro, por si só e na minha opinião, não é factor decisivo no grau de comédia. Até porque os há que até nos fazem chorar. No caso da intensidade sonora as 50 milhões de aplicações para telemóveis que a reproduzem já demonstram que, isoladamente, tem alguma capacidade cómica.

Mas eu julgo que é o terceiro factor que é maioritariamente responsável pelo grau de humor, ou falta dele. São, por exemplo, situações completamente distintas o peido ocasional entre amigos e a farpa largada na reunião de trabalho na qual tínhamos entrado convencidos que íamos ser promovidos. E quem nunca deixou alargar o ânus numa ou outra situação de cariz sexual (para que conste, eu não, hmm)?

E é isto. Tinha qualquer coisa para concluir mas caguei-me e quando voltei já não me lembrava.

HeyMan irmãos!

[1] . O acto de meter o dedo advém do estrangeirismo "can't quite put my finger on it". Estrangeirismo porque, como se sabe, foi inventado por Manuel Estranja, essa sumidade literária nacional. Pontos de bónus para quem conseguir encontrar referência a ele online.