7 de fevereiro de 2005

Mas eu não quero escrever

Eu nem queria escrever hoje, mas que se há-de fazer? A bíblia é um raio de um livro que não deixa as pessoas em paz. Vou escrever algumas passagens, leiam-nas, e depois logo me mandam mails a mandarem-me para o... inferno.

Ora Oséas 8 tem como título "O castigo está próximo" e diz o seguinte: "Põe a trombeta à tua boca".

E vejamos o que diz Zacarias 5:
"E outra vez levantei os meus olhos, e olhei, e vi um rolo volante. E ele me disse: Que vês? E eu disse: Vejo um rolo volante, que tem vinte côvados de comprido e dez côvados de largo."

E Já chega. Tenho frio.

6 de fevereiro de 2005

Os tiros

Eu até admiro aquela malta que faz tiro ao prato porque aquilo, parecendo que não, não deve ser lá muito fácil de acertar. Agora tenham lá paciência, senhores dos pratos, mas o que é certo é que o pessoal que faz tiro ao arco é que merece respeito incondicional. Acertar num prato ainda vá que não vá... Agora num arco? No fio esquece, nem penses nisso. Na parte de madeira, aquilo tem o quê? 2cm? Acertar num arco isso sim, é lixado!

Hobbes, quando é que vais deitar entulho?

5 de fevereiro de 2005

Conversa interminável - parte alguns

Outro dia dei por mim à conversa com outra pessoa (sim, porque eu há vezes em que falo sozinho conseguindo mesmo manter diálogos infindáveis) quando me apercebi que não percebia o que raio estava a dita pessoa a dizer. Relutante, lá fiz o habitual gesto com a cabeça e deixei sair o também muito usado "ah sim, claro". Agora que penso nisso, porque é que as pessoas fazem isto? Suponho que toda a gente já deva ter passado por esta situação, em que não compreendemos algo que outra pessoa diz, mas concordamos na mesma. Isto, meus amigos, é estúpido e, por esse facto, merece ser discutido neste blog (lá está outra vez a conversação monóloga de que falava há pouco, já que ninguém lê isto e muito menos discute). Posto isto, pergunto-me se não será um misto de "não posso deixar que perceba que eu não entendo" com "coitado, deixa cá concordar para ele/ela não se sentir mal"?

Mas pior do que estas são aquelas situações em que damos por nós a pedir à outra pessoa que repita o que quer dizer, vezes sem conta. É chato e na maioria dos casos leva à situação anterior, em que acabamos por concordar só para ver se aquilo passa. Quero então deixar aqui um apelo: Quando te acontecer uma situação destas novamente não concordes, mesmo que isso signifique passar o resto da tarde a perguntar o que o emissor quer dizer, numa sequência interminável de "hã?", "não percebi", "podias repetir?", "ainda não percebi bem", "o quê?"...

4 de fevereiro de 2005

Igrejas que... meu Deus!

Ainda sobre a Igreja Emanuel (tópico iniciado anteriormente) gostaria de me deitar (ou sentar) a adivinhar o porquê da sua existência. Será que o pessoal que lá vai acredita que o Emanuel é Deus? Isto é inconcebível, quer dizer... Eu acho que o Emanuel é, na realidade, assim mais ou menos como Cristo até porque já fez alguns milagres (o da multiplicação dos cantores pimba, o da multiplicação do valor da sua conta bancária). Quanto a Deus... toda a gente sabe que é o Toy.

3 de fevereiro de 2005

Peixe frito

Alguma alma caridosa me consegue explicar por que raio são os peixes tão picuinhas com a comida? É que um gajo dá-lhes uma comida que não é para aquela específica espécie e não comem. Quer dizer... o meu cão quando não tem comida come a da gata, a minha gata quando não tem comida come a do cão, e aqueles mariconços são capazes de morrer com comida ao lado. Estou mesmo a imaginar um peixe preto para o outro: "Não gosto da comida para peixes dourados... tem espinhas".

Vinho Antagonico

Bem, esta coisa era para ser mais extensa, mas como a ideia me apareceu ontem à noite quando eu já estava na cama, foi-se com o sono... é o que dá um gajo não ter uma boa memória e não ter um caderno de apontamentos ao pé da cama. Já agora, eu nem sei o que é que antagónico quer dizer mas gostei da palavra.

Aqui vai, esta história do vinho tem muito que se lhe diga... um tipo até pode pensar:
-Bem, bou beber uma pinguita de binho.

Mas é aqui que os problemas começam, que binho é que o tipo vai beber, talvez um binho tinto carago. Vinho tinto o carago, ora porra porque há vinho tinto branco, tinto verde... bem o melhor é mudar para vinho branco... bem mas afinal de contas também não é simples, há vinho branco verde, branco tinto... e até o vinho verde é complicado. Ou seja um gajo nem precisa de beber para ficar confuso. Agora digam-me lá como é que os pedreiros que passam as vidas nas tabernas se orientam, os homens devem ter um verdadeiro curso para conseguirem distinguir uns dos outros.

E depois venham-me dizer que não há cultura na construção civil e que a malta das obras é tudo broncos.

2 de fevereiro de 2005

Condução

Hoje sinto-me particularmente bem, até porque com vários donuts no bucho, quem é que não se sente? Vamos então dar umas palavritas sobre a acção de engatar mudanças. Ora vai um gajo a preparar um estacionamento, ou mesmo a recuar para não atropelar o velho que, parecendo que não ia atravessar a passadeira, afinal até atravessou, e damos por nós a ter que engatar a marcha-atrás. Então como é? Bem, a velha aproximação do "Então marcha-atrás, tudo jóia?", como se sabe, já não resulta como antigamente e foi com essa ideia que parti à procura, e descobri, 5 (cinco) frases que podem mudar para sempre a relação do gajo com a sua marcha-atrás:
  • O teu pai é terrorista? É que tu és uma ganda bomba! (*)
  • Tens que me dar o mapa dos teus olhos, pois eu perco-me neles.
  • És católica? Não? É que tens um rabo, valha-me Deus!
  • Tenho uma prenda para te dar mas, como não tens saco, vais ter que levar no pacote!
  • Andas na tropa? É que já marchavas!
E é isto. A próxima vez que precisarem de engatar a marcha-atrás, ou outra mudança que seja, já sabem.

(*) Não aconselho a utilização desta no Iraque porque, como sabem, a probabilidade do pai ser mesmo terrorista é bastante elevada. Não só isso, como se pode ter o azar desgraçado (existe azar com graça?) da própria ser mesmo uma bomba...